MPB

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

CD de Zeca Baleiro

CD é fruto de projeto paralelo de Zeca Baleiro | Notícias - Jornal Pequeno


Lançado em São Paulo, no início deste ano, "Balançou no Congá" foi alvo de muitos elogios. O trabalho faz parte de um projeto maior e paralelo à carreira, que o cantor Zeca Baleiro vem desenvolvendo desde 2005, com a criação do selo Saravá Discos, numa parceria com a sua empresária Rossana Decelso. O selo tem foco na documentação e resgate de obras essenciais.

"Com distribuição própria, a Saravá Discos já produziu o CD póstumo de Sérgio Sampaio, trazendo inéditas do artista capixaba falecido em 94. Além deste, um disco com poemas da escritora paulista Hilda Hilst musicados por Baleiro e interpretados por dez cantoras: Ângela Maria, Ângela Ro Ro, Jussara Silveira, Maria Bethânia, Mônica Salmaso, Ná Ozzetti, Olívia Byington, Rita Ribeiro, Verônica Sabino e Zélia Duncan.

Banco do Brasil traz Zeca Baleiro

Bem Paraná - Banco do Brasil traz Zeca Baleiro
Zeca Baleiro estará acompanhado do violão de Tuco Marcondes. Estão previstas 20 músicas

A segunda etapa do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante em Curitiba, em comemoração aos 200 anos do Banco do Brasil, prossegue com um show de Zeca Baleiro, Assim se Passaram 10 anos, que acontece no dia 23 de julho, às 21h, na Estação Embratel Convention Center (av Sete de Setembro, 2775). A apresentação percorre o repertório dos sete discos do cantor e compositor. Foi concebida para comemorar os 10 anos do primeiro disco, Por Onde Andará Stephen Fry?.

Zeca Baleiro estará acompanhado do violão de Tuco Marcondes. Estão previstas 20 músicas, algumas de composição solo de Zeca (Babylon, Muzak, Telegrama, O Silêncio, Piercing), outras em parceria, como Cachorro Doido e Alma Nova (com Fernando Abreu). Há ainda no repertório músicas de outros compositores, como Alma não Tem Cor (de André Abujamra) e Retalhos de Cetim (de Benito di Paula).

O Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante passou em julho pela cidade com o espetáculo Renato Russo – A Peça, que aconteceu nos dias 11 e 12 de julho. Sua programação viaja por todas as regiões do país com uma variedade de atrações em diversas áreas culturais.

Sobre o artista — Zeca Baleiro teve um percurso de 12 anos de apresentações antes de ganhar visibilidade nacional com sua participação no Acústico MTV de Gal Costa. Com sete discos autorais em sua discografia, o cantor e compositor maranhense, nascido José Ribamar Coelho Santos em 11 de abril de 1966, é hoje um nome internacional, com apresentações em diversos países europeus, especialmente na França e em Portugal. Também faz um papel cultural de catalisador de talentos e diferenças, colocando seu trabalho em conexão com artistas de outros estilos, sejam conhecidos ou ainda anônimos.

A capacidade de aglutinar diferenças, base de sua musicalidade, rendeu-lhe no início uma etiqueta: “neotropicalista”. Zeca Baleiro foi logo tratado como novo alquimista das matrizes sonoras nacionais e internacionais, fundindo a raiz maranhense com uma sensibilidade cosmopolita, antenada com as novidades. Já foi gravado por O Rappa e Gal Costa. Já gravou Benito Di Paula e com Fernanda Abreu. Gosta das diferenças.

Baleiro é apelido dos tempos de faculdade, quando, nos intervalos, enchia o bolso com bala e guloseimas. De tanto devorar os doces, abriu uma loja para vendê-los, a Fazdocinhá, nome de uma tradicional cantiga de roda.

O cantor e compositor tem discos de ouro, ganhou três prêmios Sharp e três indicações para o Grammy Latino. Fez 850 shows, que, somados, totalizaram 1 milhão de pessoas. Já vendeu mais de 700 mil CDs e 30 mil DVDs. É um dos fortes nomes do pop brasileiro.

Repertório
1. Versos Perdidos - Zeca Baleiro, Nosly, Fausto Nilo
2. Cachorro Doido - Zeca Baleiro e Fernando Abreu
3. Flores no Asfalto - Zeca Baleiro, Gerson Da Conceição
4. Babylon - Zeca Baleiro
5. Retalhos De Cetim - Benito di Paula
6. Muzak - Zeca Baleiro
7. Balada do Céu Negro - Zeca Baleiro e Tuco Marcondes
8. Fiz Esta Canção - Zeca Baleiro e Mathilda Kovak
9. Telegrama - Zeca Baleiro
10. Alma Nova - Zeca Baleiro e Fernando Abreu
11. Quase Nada - Zeca Baleiro e Alice Ruiz
12. Bicho de Sete Cabeças - Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Renato Rocha
13. O Silêncio - Zeca Baleiro
14. Lenha - Zeca Baleiro
15. Mamãe Oxum - Domínio Público
16. Heavy Metal do Senhor - Zeca Baleiro
17. Bandeira - Zeca Baleiro
18. Piercing - Zeca Baleiro
19. Alma não Tem Cor - André Abujamra
20. Samba do Approach - Zeca Baleiro
Zeca Baleiro - Assim se Passaram 10 anos

Serviço
Dia 23 de julho, quarta-feira, às 21horas
Local: Estação Embratel Convention Center, Av. Sete de Setembro, 2.775
Ingressos: R$ 15,00 e R$ 7,50 (Clientes Banco do Brasil, Idosos e Estudantes)
Mais informações
Imagens disponíveis em alta resolução no site www.imk.com.br

Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Site Oficial - Zeca Baleiro

Muito bonito, completo e prático, nesse site você ouve as músicas, consegue as letras e pode comprar direto do site. Há também a biografia do compositor/cantor e suas turnês e shows. Não tem frescura, tudo muito prático e completo. Clique no link abaixo para visitar, se você é fã. Se não é, aconselho a visitar o site porque com certeza vai se apaixonar.

Zeca Baleiro - Site Oficial

Domingo, 29 de Junho de 2008

Morre Sylvinha Araújo, cantora da Jovem Guarda

Morre Silvinha Araújo, cantora da Jovem Guarda « Nilnews Kiminda’s

Morreu hoje a Sylvinha Araújo, que fez muito sucesso na Jovem Guarda. É uma pena, eu a achava além de boa cantora uma simpatia. Infelizmente perdeu a batalha para um câncer de mama contra o qual lutava há 12 anos. Mais detalhes, leia clicando no link acima.

Sábado, 21 de Junho de 2008

Caetano Veloso pediu ou não pediu desculpas aos Estados Unidos?

Está criada a polêmica, do jeito que o diabo gosta. Afinal Caetano pediu ou não desculpas aos Estados Unidos pela letra de sua música que denuncia a violação dos Direitos Humanos em Guantânamo? Em seu site ele diz que não, já Fidel diz que sim. Nessa embrulhada, quem é que entende?

Eu entendo que se realmente há violação de Direitos Humanos na prisão americana em terras cubanas, está dado o recado e não há motivos para se desculpar. Os seres humanos são mais importantes que as fronteiras internacionais criadas por nós mesmos e seus direitos têm que ser respeitados seja em que país for. Que se doam os americanos, mas se a crítica doeu tanto, mais lógico seria rever alguns conceitos em seu sistema prisional que perder tempo com desculpas diplomáticas.

(zailda coirano)

Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

Chico Buarque participará do centenário de Salvador Allende

O cantor e compositor Chico Buarque irá participar das comemorações de 100 anos do nascimento de Salvador Allende, ex-presidente do Chile entre 1970 e setembro de 1973, quando sofreu o golpe militar de Augusto Pinochet e acabou se suicidando, ainda dentro do palácio presidencial de La Moneda.

Segundo confirmou à ANSA a deputada Isabel Allende, filha do líder de esquerda chileno, Chico Buarque enviou uma nota dizendo que não costuma participar desse tipo de evento, mas que estaria disposto a fazê-lo, já que se trata de Salvador Allende.

"Sua postura me pareceu muito louvável, é uma reação muito positiva. Estamos contentes com isso", comemorou a deputada chilena. Contudo, não há maiores detalhes sobre a participação de Chico na festa, que será composta por vários eventos no Chile e no exterior para marcar o dia 24 de junho, quando nascia Allende, em 1908.

Além do cantor brasileiro, outros artistas de renome internacional participarão das comemorações, como Joaquín Sabina, Pedro Aznar, Miguel Bosé, Víctor Manuel, Ana Belén, Juanes e Pablo Milanés. Um grande show está sendo preparado para os dias 7 e 8 de novembro, em pleno Estádio Nacional de Santiago, palco das torturas e assassinatos que Pinochet comandou sob sua ditadura militar.

"A figura de Allende foi transcendendo as fronteiras do Chile porque, no mundo de hoje, mais do que nunca se valoriza a lealdade aos princípios, a coerência de toda uma vida, e acredito que tudo isso acompanhou Salvador Allende até a sua morte", disse Isabel.

China e Vietnã já homenagearam Allende recentemente, mas os grandes eventos vão partir de países como México, Colômbia e Argentina, além de Cuba, que prepara uma comemoração própria. A presidente chilena, Michelle Bachelet, também atuará ativamente na agenda festiva em nome de Salvador Allende.

Fonte: Contigo

Chico Buarque - biografia

Nascido numa família de intelectuais (o pai foi o historiador e sociólogo Sergio Buarque de Holanda), Francisco Buarque de Holanda mudou-se ainda criança do Rio para São Paulo. Na capital paulista, fez os estudos primários e secundários no Colégio Santa Cruz, onde se apresentou pela primeira vez num palco, com "Canção dos Olhos", uma composição sua.

Em 1963, ingressou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (que cursaria só até o terceiro ano). No ano seguinte, inscreveu-se no festival promovido pela TV Excelsior (São Paulo) com "Sonho de um Carnaval", cantada por Geraldo Vandré. Começou a ficar conhecido, passando a apresentar-se no Teatro Paramount. Ainda em 1964, participou do programa "O Fino da Bossa", comandado pela cantora Elis Regina.

Sua primeira gravação, de 1965, foi o compacto "Olé Olá". A consagração, no entanto, viria com o festival de MPB da TV Record (São Paulo). Chico concorreu com a marcha "A Banda", que foi interpretada por Nara Leão e venceu o festival (junto com "Disparada", de Geraldo Vandré). Chico ganhou projeção nacional, e sua carreira tomou impulso.

Com o acirramento da ditadura militar estabelecida em 1964, a produção artística de Chico sofreu grande impacto. Em 1967, ele estreou o espetáculo "Roda-Viva", que acabou censurado. Em 1968, dada a repressão política, Chico preferiu o exílio na Itália.

Ali nasceu a primeira filha, Sílvia (viriam ainda Helena e Luisa).

Voltou para o Brasil em 1970 e lançou o álbum "Construção" no ano seguinte. Em 1972, foi ator em "Quando o Carnaval Chegar", filme de Cacá Diegues para o qual havia composto várias músicas. Chico Buarque ainda faria a trilha sonora do filme "Vai Trabalhar, Vagabundo", dirigido pelo ator Hugo Carvana em 1973.

Também em 1973, em parceria com o dramaturgo Ruy Guerra, escreveu o texto e as músicas da peça "Calabar, o Elogio da Traição". A peça foi proibida, embora algumas canções tivessem sido gravadas em disco. Em 1974, Chico lançou o álbum "Sinal Fechado", interpretando músicas de outros compositores, e iniciou nova carreira, como escritor, publicando a novela "Fazenda Modelo". No ano seguinte, escreveu com o dramaturgo Paulo Pontes a peça "Gota d'Água".

Em 1975, Chico lançou o disco "Os Saltimbancos", uma fábula musical que ele traduziu e adaptou do italiano "I Musicanti", de Luiz Enriquez e Sergio Bardotti. As canções foram grande sucesso e serviram para a montagem teatral "Os Saltimbancos".
Três anos depois, Chico escreveu e compôs as canções da "Ópera do Malandro", peça com a qual ganhou o Prêmio Molière de melhor autor teatral de 1978.

Em 1979, publicou "O Chapeuzinho Amarelo", um livro infantil. Em 1992, viria o primeiro romance, "Estorvo" e, em 1995, o segundo, "Benjamin". Chico foi se afastando progressivamente da música para dedicar à literatura, e em 2003 publicou "Budapeste", romance que se tornou sucesso de público e crítica.

Fonte: Net Saber


Domingo, 25 de Maio de 2008

Lista atualizada de blogs

Domingo, 18 de Maio de 2008

Chão de giz - Oswaldo Montenegro

Adoro a voz desse cantor, e suas canções são divinas. Ele não faz música "comercial", daquele tipo que toca no rádio até deixar a gente babando. Mas com certeza quem o conhece curte seu trabalho. Essa canção é do Zé Ramalho, que também admiro muito, mas ficou ótima na voz dele.

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre um chão de giz
Há meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas em jornais de folhas,
Amiúde…
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Disparo balas de canhão é inútil
Pois existe um Grão-Vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar quem sabe uma camisa de força
Ou de Vênus
Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Agora pego um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de “boy”

That’s over baby! Freud explica
Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes já passou o meu carnaval
E isso explica porque o sexo é assunto popular
No mais estou indo embora
No mais estou indo embora
No mais




Oswaldo Montenegro - Chão de giz

Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

Elis Regina

Não se pode falar em MPB sem citar Elis Regina. Em minha opinião ela foi a melhor intérprete que já tivemos. Há outras excelentes intérpretes na MPB, mas ela ainda não foi superada por nenhuma delas. Elis hoje é um modelo a ser imitado ou rejeitado, mas sempre um modelo.

Algumas intérpretes (como Adriana Calcanhotto) já foram comparadas a ela e sua filha Maria Rita tem uma voz praticamente igual à dela, mas para os fãs da Elis (dentre os quais me incluo) normalmente é fácil distinguir suas vozes.

Pode ser que Maria Rita um dia se iguale ou mesmo ultrapasse a mãe, mas por enquanto a Elis é imbatível, pelo menos em minha opinião.

Como nossos pais

Compositor: Belchior

(Elis Regina)

Não quero lhe falar
Meu grande amor
Das coisas que aprendi
Nos discos...

Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...

Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...

Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina, na rua
É que se fez, o seu braço
O seu lábio e a sua voz...

Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pr'o sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro da nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...

Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como Os Nossos Pais...

Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...

Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem...

Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como Os Nossos Pais...


Elis Regina - Como nossos pais